quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Fugindo para o Egito Ele se encontrou conosco







Esses dois quadros têm nomes semelhantes (Descanso na fuga para o Egito e Fuga para o Egito, respectivamente). A visão de ambos, de um logo após o outro, realça o contraste. Na verdade, assim estão expostos no museu da Fundação Calouste Gulbenkian, um de costas para o outro, separados por uma parede. Você vê um. Dá a volta e se depara com o outro. Acaba voltando para conferir novamente o primeiro. E, se ainda tem sensibilidade debaixo da casca endurecida pela rotina robotizante do mundo frenético, percebe o convite à reflexão sobre esses dois lados da mesma parede.

José e Maria abandonam a sua terra e partem para um êxodo forçado (e às avessas) rumo ao Egito, com Deus no colo. O Deus feito menino foge com eles. O Rei dos reis fugindo do rei bravento. Será que seus pais faltaram ao culto da vitória? Será que não oraram direito? Não determinaram? Não persistiram ou exercitaram a fé? Não completaram a corrente? Não passaram adiante aquele e-mail cheio de anjos? Não visitaram a catedral não sei das quantas? Não compraram a fitinha, o sabãozinho, a coluninha ou sei lá mais o quê?

Maria tem fé. Mas deve ser assustador levar Deus no colo. Deve ser assustador pensar que ele depende de seu peito, de seu calor, de sua memória, tão humana e tão comum. Não importa se se assustam. José é bem disposto e vai com a esposa rumo a uma terra distante. Provavelmente se juntarão à enorma colônia de judeus que vivem no Egito. Encontrarão apoio. Mas isso não elimina o trauma da retirada. Fica a família, ficam os clientes do moço, fica a terra conhecida. Cercam-nos os temores e perigos do caminho. Mas, como levam o Caminho com eles, é certo que estão bem cuidados. Se podem compreender já o propósito do Eterno, eles sabem que não estão sós. 

Mas o Deus no colo também é menino, é bebê e chora, tem fome, dá trabalho e gera ansiedade. É frágil. E a rota árida é ameaçadora. Há escuridão e tensão. Ele é homem. Eles são falhos. Há luz e cuidado. Ele é Deus. Eles estão convictos.

Escuridão. Ele conhece a precariedade da vida humana desde o começo. Ele conhece o caminho dos que vão. Ele entende dos retirantes famintos, do peão de obra que atravessa a metrópole rumo ao trabalho massante e, na volta, fica duas horas de pé no ônibus por causa do alagamento, da senhora (uma de nossas senhoras) que equilibra a lata d'água na cabeça enquanto pisa a poeira triste do sertão, do menino que vai à escola longe de havaianas remendada com preguinho, porque o prefeito desviou a verba do transporte escolar, do...

Ele conhece. Ele foi ao Egito. E ele veio a nós para isso. Fez sua tenda por aqui.

Há escuridão. Há claridade.

Mas uma coisa é certa: a Graça que nos traz o perdão e o acolhimento nos levará até o fim e nos dará descanso.

No amor daquele que se fez retirante para achegar-se aos pequeninos,
e desejando um fim de ano cheio de saboroso saber,

Cesar




segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Terrorismo em igrejas cristãs na noite de Natal!

Recebi esta notícia por e-mail do jornalista O. Wurman há poucos minutos. Decidi postá-la porque pensei no seguinte: os blogueiros cristãos que afirmam que o Natal não é festa cristã (algo completamente impensável, a meu ver) se esqueceram de contar esse detalhe aos extremistas da Nigéria. Agora, quando chegarmos à eternidade, vão lá conversar com esses mártires e digam a eles que o Natal não tinha nada de cristão, que era só consumismo, comilança etc...

TERROR FUNDAMENTALISTA ATACA 5 IGREJAS NO NATAL

Nigéria sofre com ataques a bomba a igrejas católicas- Cinco explosões em igrejas católicas levaram terror à Nigéria neste domingo. Ao menos 35 pessoas morreram e várias ficaram feridas após uma detonação durante a Missa do Galo na igreja de Santa Teresa, localizada no povoado de Madalla, próximo à capital, Abuja. Pouco tempo depois, uma segunda explosão aconteceu na igreja da Montanha de Fogo, na cidade de Jos, no centro do país, matando um policial. Um porta-voz do governo informou que, após o atentado, ouviram-se disparos. Outras duas ocorreram na cidade de Damaturu, norte do país, mantando quatro pessoas. Uma quinta aconteceu em Gadaka, no nordeste nigeriano, deixando muitos feridos. A seita islâmica Boko Haram assumiu a responsabilidade pela onda de explosões na Nigéria neste dia de Natal, incluindo o ataque a uma igreja que matou pelo me nos 35 pessoas. O porta-voz da Boko Haram Abu Qaqa divulgou um comunicado à associação de jornalistas de Maiduguri, capital da região onde há um reduto do grupo. A Nigéria tem enfrentado uma série recente de explosões e atentados cometidos pela seita. Durante o último ano, os extremistas realizaram ataques cada vem mais sangrentos, numa campanha para implementar leis muçulmanas em toda a Nigéria, país com mais de 160 milhões de habitantes. Na véspera do Natal passado, em Jos, uma série de explosões nas vésperas do Natal já matara 32 pessoas e deixou feridas mais 74. De acordo com as autoridades nigerianas, enfrentamentos registrados no Noroeste do país nos últimos dias entre a seita e as forças de segurança do país mataram ao menos 61 pessoas. A embaixada dos Estados Unidos em Abuja emitiu um alerta na última sexta-feira, exortando seus cidadãos a se manter "particularmente alertas" ao passarem perto de igrejas, entre multidões e zonas que congregam estrangeiros. O Vaticano condenou os ataques a igrejas católicas. "Nós nos solidarizamos com o sofrimento da Igreja nigeriana e todo o povo nigeriano, tão afetado pela violência terrorista, mesmo nestes dias que deveriam ser de alegria e paz", disse o padre Federico Lombardi, porta-voz do Vaticano, neste domingo.


domingo, 25 de dezembro de 2011

Uma de minhas músicas preferidas de natal


Nasceu o Redentor é uma das músicas que mais gosto de cantar com o Coral de minha comunidade nos períodos natalinos. Qual é a sua preferida?


Alerta, ó terra, entoa! O canto que ressoa;
O mundo pecador tem grande sorte e boa.
A nova se vos dá, e quão alegre soa;
Nasceu o Redentor!

Nasceu o Redentor! Nasceu o Redentor!
O eterno Pai do céu seu Filho ao mundo deu.
Alerta, ó terra, entoa a nova alegre e boa:
Nasceu o Redentor!

A noite já passou, a aurora já raiou;
O negro e denso véu de todo se rasgou.
Dos montes através o brado ressoou;
Nasceu o Redentor!

Nasceu o Redentor! Nasceu o Redentor!
O eterno Pai do céu seu Filho ao mundo deu.
Alerta, ó terra, entoa a nova alegre e boa:
Nasceu o Redentor!

Nasceu o Rei da paz, num berço humilde jaz.
Nas asas desse amor conforto a todos traz;
Dizei em alta voz que Cristo satisfaz;
Nasceu o Redentor!

Nasceu o Redentor! Nasceu o Redentor!
O eterno Pai do céu seu Filho ao mundo deu.
Alerta, ó terra, entoa a nova alegre e boa:
Nasceu o Redentor!

Ó gozo divinal, amor celestial,
Quem pode te sondar ou ter um outro igual?
Posso eu da morte réu, gozar ventura tal?
Nasceu o Redentor!

Nasceu o Redentor! Nasceu o Redentor!
O eterno Pai do céu seu Filho ao mundo deu.
Alerta, ó terra, entoa a nova alegre e boa:
Nasceu o Redentor!

Ó povos, exultai, nações, ó jubilai,
Eis finda toda dor jamais se dá um ai;
A virgem deu a luz; a Deus glorificai!!
Nasceu o Redentor!

Nasceu o Redentor! Nasceu o Redentor!
O eterno Pai do céu seu Filho ao mundo deu.
Alerta, ó terra, entoa a nova alegre e boa:
Nasceu o Redentor!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Rejeitaram meu macarrão. Muitos rejeitam o Salvador.


Aproximando-se o Natal, tudo faz pensar naquele que é o maior presente que o ser humano pode receber, mas que muitos têm rejeitado. Alguns o rejeitam por soberba, racionalismo exacerbado ou coisa do tipo. Outros, contudo, o rejeitam porque não receberam a informação correta sobre ele. Conheceram uma versão equivocada, que recebia o mesmo nome. Souberam de um Jesus que, segundo os pregadores, os amava, mas que não fazia muito por elas. Um Jesus que não trazia perdão, paz e salvação, mas somente mais encargos, responsabilidades, bugingangas e pendengas mil.

Coisa parecida aconteceu ontem aqui em casa. Uma família de amigos veio passar a tarde e prosear. Tomaram o café da tarde conosco (Com bolo de fubá e pão de queijo, pois aqui é Minas, uai! E eles são capixabas). O tempo passou e o sol fez que queria se esconder. Então, nós os convidamos para jantar conosco. Dissemos que facilmente prepararíamos um macarrão bem bom. Muito prontamente se recusaram. Acontece que trazem na memória uma experiência recente de um macarrão terrível que comeram. Eu também me lembro, porque dele também compartilhei na ocasião. Uma coisa assim... grudenta e indefinida. Não foi culpa de quem o preparou, mas da falta de recursos. Sejamos justos! Mas os três amigos que conosco estavam ontem nem quiseram saber. O trauma foi grande demais. E recusaram. Talvez não tenhamos feito a propaganda devida. Não sei. Uma pena, pois a prosa ia bem. E o macarrão não ficou grudado. Na verdade, foi a primeira vez que preparei uma pasta di grano duro vinda da Itália (primeira vez que comprei, pois achei em boa promoção). O resultado foi um penne rigate com molho de atum. Cheguei à conclusão de que o preço um pouco mais alto dessa massa importada faz sentido. A textura é mais firme que a das massas produzidas aqui no Brasil. E o amido que solta é bem menos. Não fica grudado mesmo.

Acho que eles vão ler e ver o que perderam aí na foto de cima. Mas muitos que recusam o verdadeiro Cristo, julgando que aquele que lhe apresentaram alguma vez é ele mesmo, não acham quem lhes torne a oferecer o Presente de modo claro, honesto e transparente. Uma pena.

Neste Natal, tente falar do Presente de modo coerente com a Palavra. E se você ainda não o conhece assim, não se feche completamente para ele, pois se você soubesse o que está perdendo...

Um abraço,

Cesar


sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Doce de abacaxi com coco (fácil, muito fácil)


 2 rodelas generosas (2cm) de abacaxi maduro, partidas em pequenos pedaços.
 1 bocadinho bem pequenino de canela em pó.
 3/4 de xícara de água filtrada.
 3 colheres das de sopa de coco ralado.
 1 lata de leite condensado.
 1 fio de azeite extra-virgem

Coloque os pedaços de abacaxi em uma panela e aqueça mexendo de vez em quando. Depois que soltar uma calda, mexa mais e acrescente o bocadinho de canela e, aos poucos, 3/4 de xícara de água. Deixe ferver até reduzir um pouco. Quando começar a parecer que toma aspecto de doce, acrescente o coco ralado e mexa rápido. A água deve ter quase secado. Junte o leite condensado e mexa mais um pouco. Logo, a consistência vai mudar. Parece que o leite condensado dá uma talhada. Quando o fundo da panela começar a aparecer ao passar a colher, está quase na hora de desligar. Desligue, acrescente o fio de azeite e continue a mexer por mais uns 30 segundos. Pronto! 

Eu fiz porque sobrou abacaxi de um suco que fiz, e coco de outro doce. O azeite é um toque especial, com a desculpa de dar brilho. Gostei do resultado.

Quem sabe, com uma incrementada, esse doce não pode virar sobremesa para o Natal ou ano novo? Pensei em uma ganache de chocolate meio-amargo por baixo e por cima, numa taça redonda. Olha...

Um abraço,

Cesar (prometendo mais receitas para breve).

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

"Eu sei o sentido do Natal"

"Eu sei o sentido do Natal". Este é o primeiro verso e, se não me engano, o título, da única canção de Natal que cantávamos na igreja quando eu era criança. Por um motivo ou outro, a data não tinha lugar muito especial naquela comunidade barulhenta. Não havia árvore, decoração especial, cantatas, nada. Só lembro de duas coisas: dessa música e de um sermão do pastor, no qual ele falava sobre um jovem que teria se suicidado por não saber o sentido do Natal. Ele repetia esse sermão todo ano.

Noutra fase da vida, já na adolescência, eu participava em uma igreja também sem árvore, decoração, cantata... Mas o pastor tentava adequar o conteúdo dos sermões às datas do calendário litúrgico, pelo menos às mais evidentes. O Natal era uma delas. Ele pregava sobre o nascimento de Jesus. Mas, se na Igreja a relação com o Natal estava assim, meio morna, eu, por minha conta, me aprofundava (na época eu entendia assim, mas hoje vejo que cheguei a pouco mais de 1 cm de profundidade) em uma busca de evidências contra a celebração natalina. Investigava na internet, onde facilmente se acha respaldo para todos nossos devaneios, e encontrava afirmações chocantes: o Natal era festa pagã; era celebração do deus sol; não era a data do nascimento de Jesus de verdade etc etc etc...

Isso passou também. Fiquei indiferente. Pelos caminhos da vida, encontrei outra comunidade cristã, a terceira. Nesta, tudo era diferente. O Natal e seu sentido são celebrados, vivenciados, comemorados e anunciados com cores, sons, canto a quatro vozes, palavras e gestos. Estranho, em princípio. Mas logo tudo fazia sentido, isto é, tudo desaguava no Sentido, e me levava a perceber a coerência da celebração, não por precisão histórica, mas por autenticidade da fé nela inserida. 

Hoje, "eu sei o sentido do Natal" e esse sentido é tão intenso que não me julguem se preciso de muitos significantes (símbolos, palavras, cores, gestos) para indicá-lo.

E por que escrevi isso? Porque lembrei que muitos ainda estão confusos. Há poucos dias, no blog da Rô, um pastor (acho que era) dizia que não celebrava o Natal, pois não tinha nada a ver com a cultura nordestina, que era coisa de americanos. Entristeci-me, pois o Natal não é coisa de um país específico (ainda que uma forma específica de celebrá-lo possa ser), e também não é só consumismo. E a função da Igreja é justamente aproveitar a época para proclamar o Sentido do Natal, que, no comércio e no imaginário de muitos, já muito dista daquela singela manjedoura em Belém.

Eu sei o sentido do Natal, pois na história tem o seu lugar. Não só na história da Criação, mas também na minha pessoal. Cristo veio para me Salvar!

Um abraço natalino,

Cesar

Achei a música, mas errei o título:




sábado, 10 de dezembro de 2011

Noite Feliz? - 3º Domingo de Advento

Neste terceiro Domingo de Advento, eu me calo. Deixo que o Fruto Sagrado tome o meu lugar e comente. A letra dessa música nos faz repensar, entre outras coisas, a pertinência de nossas palavras e atitudes. Que cada um entenda o que puder entender. Deixo já o meu abraço.


Você já esqueceu do aniversário de quem você ama?
Já esqueceu o nome de alguém que te ama?
Mas chega o fim do ano e é tudo igual,
Eu acho que vocês acham que eu sou débil-mental!
São mais de 300 dias debaixo da opressão
Medo da guerra, da bala perdida, medo do medo da solidão,
Eu vejo os shoppings lotados, ruas lotadas,
Avenidas decoradas por corações vazios...

Feliz Natal! Pra criança deixada na rua...
Noite Feliz! Praquele que não tem o que comer!
Feliz Natal! Pro pai desempregado...
Noite sem paz! Praquele que a morte veio ver!
Uma noite de paz! Uma noite...

Estava desconfortável, escuro e frio...
O cheiro dos animais invadia o curral
Onde a virgem Maria trouxe ao mundo
O Príncipe da Paz, o único capaz
De transformar o caos em harmonia,
A tempestade em calmaria,
Corações sujos como aquela estrebaria
Em um lindo shopping center decorado pro Natal...

Feliz Natal! O natal que muita gente esqueceu!
Noite Feliz! Pra quem ainda não veio pra festa!
Feliz Natal! O mundo é quem ganhou o presente!
Noite sem paz!
Pra quem esqueceu daquele que nunca te esqueceu!

Feliz Natal! Deixe-o nascer em seu coração!
Noite Feliz! O passado fica pra trás!
Feliz Natal! Você é o presente de Deus!
Noite de paz! A morte morreu de medo ao ver Jesus nascer!
Uma noite de paz! Muito mais que uma noite de paz!

domingo, 4 de dezembro de 2011

João Batista de Da Vinci, perfeita e péssima representação - 2º Domingo de Advento

Neste segundo Domingo de Advento, João Batista me apareceu nas leituras que hoje se fizeram na igreja. Por isso, resolvi falar dele de modo breve, breve mesmo. Gostaria somente que você considerasse o seguinte quadro pintado por Leonardo Da Vinci por volta de 1516:


Incomoda, não? Um sujeito assim, meio andrógino, não representa bem o profeta meio rude que conhecemos pelas páginas dos Evangelhos. Que olhar é esse? E esse sorriso? E que shampoo era esse que João Batista encontrava no deserto para ter cachos sedosos? Péssimo, senhor Da Vinci!

Por outro lado, a representação é perfeita, não pela feição do retratado, mas por seu gesto. João Batista aponta. E se você olhar mais de perto, verá que ele aponta para a cruz! E é isso que ele fez, de fato. "Vejam o cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!" Vejam a ele, não a mim. Vejam!

Quando olho para o quadro, agora, penso que, se implico, é porque não somente a pintura do artista é equivocada, mas também o meu olhar. Eu deveria submeter-me ao gesto e olhar para a cruz, esquecendo-me daquele que aponta. E eu também devo apontar. E devo esperar que de fato não olhem para mim, mas para aquele que assinalo, Jesus Cristo, o cordeiro de Deus, morto pelos nossos pecados. Mas isso é difícil, pois, na prática, apontamos para a cruz, mas deixamos e queremos deixar nossas faces no foco.

Fragmento de oração (junte seus cacos com este e construa sua prece)

Senhor, não posso esconder de ti minhas limitações. Sei que preciso apontar para Cristo sem a vaidade de querer ser visto. Mas é difícil vencer o velho homem que habita em mim. Perdoa-me essa falha e ajuda-me a compreender o verdadeiro sentido de viver para Cristo.

Abraços,
C.