sábado, 30 de abril de 2011

Saboroso Devocional de Maio


- Mãe, se Deus é tão poderosão, como é que ele pode ficar tão perto da gente?
Ela, pensou que ia complicar a cabeça do filho se tentasse responder, até porque ela se via tão cheia de dúvidas sobre tudo isso. Então, somente o abraçou forte, em carinhoso silêncio. O pequeno esperou um instante. Logo, voltou a falar:
- Entendi.

Quando penso em mãe (minha mãe ou qualquer mãe), lembro de colo e acolhimento. A mãe nos guarda e aguarda por nove meses e, logo que deixamos seu útero, nos colocam em seu colo, para que nos sintamos acolhidos, mesmo sem nada entender. A mãe estende os braços e nos abraça forte quando as palavras não teriam efeito. Com seus gestos, elas aprendem e nos ensinam muito sobre o amor. "Amor só de mãe", diz uma frase bem batida e preconceituosa que circula fácil por aí. Não, amor não é só de mãe. Mas é verdade que elas são magistrais na arte de amar. Tanto que o salmista se referiu ao cuidado de Deus como o de uma mamãe pássaro:


Pois ele te livrará da arapuca do caçador de pássaros, da peste que destrói.
Nas penas dele te esconde, e debaixo das asas dele terás refúgio...
Sl 91:3-4a

O amor de nossas mães pode nos lembrar que é possível investir no amor, que ele é real e, com isso, sabemos também que Ele é real. Se não houver amor, nada faz sentido. Obrigado, então, mães, por ajudarem a convencer o mundo de que há, sim, amor!

Fragmento de uma oração (junte este caco com outros e construa sua prece):

Deus querido, obrigado pelo amor que o Senhor deixa evidente pelos gestos de tantas mães espalhadas pelo mundo. Ensina-nos a vivenciarmos sempre, ainda que não sejamos mães, um amor assim tão profundo, não somente pelos nossos filhos, mas por todos os teus filhos, nossa família.

Cesar M. R.
 

sexta-feira, 29 de abril de 2011

O chocolate que você come é chocolate mesmo? E quanto ao cristianismo que você vive?

chocolate de verdade

Fiquei sabendo de algo revelador na semana passada: Nem tudo que parece chocolate é chocolate de verdade! É! Muitas pessoas que fazem ovos de páscoa em casa (para vender ou para consumo próprio) optam pelo "chocolate fracionado", pois pode-se moldá-lo sem fazer o temido choque térmico. Uma bobagem, pois fazer o choque térmico é bem fácil. Pois bem, a revelação que me veio foi que o "chocolate fracionado" não é chocolate! Eles usam outro tipo de gordura vegetal, geralmente hidrogenada, para substituir a manteiga de cacau, que é componente fundamental dos chocolates de verdade. E isso faz com que uma pessoa minimamente rigorosa não reconheça esse produto como chocolate, mas somente como uma imitação barata e de muito mal gosto.

Fiquei pensando nisso e me assustei: Um monte de gente deve ter comido um ovo achando que era de chocolate e não era! E o pior tinha que vir à minha mente: No mesmo dia, um monte de gente deve ter achado que se dedicava ao cristianismo, enquanto experimentava um "cristianismo fracionado", no qual substituem a fundamental noção do "sacrifício [de Cristo] que nos traz a paz" pelas infinitamente menos nobres negociatinhas com Deus.

Eu fiz chocolate de verdade. E creio que vivencio também um cristianismo de verdade. Mas agora fiquei mais alerta. É bom observar bem, pois vivem nos empurrando coelho por lebre. E se, em algum momento, a sua igreja parecer andar por caminho estranho, verifique se o cacau, quero dizer, o Evangelho ainda é o seu ingrediente principal. Ele não pode ser um confeito, um detalhe. Tem que ser o fundamental.

Um abraço,

C.

P.S.: Por enquanto, o programa de TV que me abriu os olhos sobre o tema está disponível AQUI.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Congresso Gaúcho de Hermenêutica Bíblica: o vegetarianismo em questão

Bandeiras, no Acampamento Farroupilha em Porto Alegre, 2010.


[Palestrante forasteiro] ... Então, o texto dá a entender que Adão era vegetariano. O costume de comer carne só se iniciou após a expulsão do Éden...

[Gaúcho 1, na plateia, olhando para um companheiro que está ao lado]: Bah, estás vendo, tchê? O problema todo é esse! Se ele tivesse arrumado um bom espeto e feito um baita churrasco com aquele maldita serpente nada disso teria acontecido!

[Gaúcho 2, em resposta] Bah, tchê, tu tens razão! Sabes que eu não tinha pensado nisso?

***

Um interlúdio sério:

Acho interessante pensar que as profecias de Isaías que apontam para uma era em que as feras pastarão junto com os animais herbívoros podem também apontar para o término do costume humano de comer carne. O derramamento de sangue só começou com a saída do Éden (justamente no momento da expulsão aparece a primeira evidência de animal morto: as peles utilizadas para a confecção das roupas) e, ao que parece, cessa com a instauração do novo céu e nova terra.


De minha parte, não sou vegetariano (só não como carne de boi). Não acho que haja qualquer defesa dessa prática na Bíblia. O livro de Daniel já foi citado em prol de uma dieta restritiva, afinal, o profeta e seus amigos se abstiveram de carne, comeram só legumes e ficaram mais fortes que todos. Contudo, é mais sensato entender que não comer carne era a maneira mais prática e segura para se evitar ingerir comida considerada impura segundo a Lei. Por outro lado, a prática de uma dieta vegetariana não é também condenável. Há pesquisas que indicam vantagens nutricionais, inclusive, quando se deixa de comer carne. E não há mandamento que ordene o consumo de carnes. Enfim, melhor que se respeitem as opções de carnívoros, carnívoros seletivos (como eu), vegetarianos, veganos etc. Assim penso.

***

No mesmo congresso, durante o intervalo para o café, quero dizer, para o chimarrão, um participante pergunta ao outro:
- Qual é tua igreja?
- Sou católico, mas não praticante.
- Sei... - Diz o outro exibindo uma vasta barriga - Tu és como eu, tchê... Eu sou vegetariano, mas não praticante.



segunda-feira, 25 de abril de 2011

Peixe à moda do Nazareno


Um peixe, no zoológico de Buenos Aires

Alguns detalhes da vida de Jesus costumam passar despercebidos, sobretudo suas ações mais simples, comuns, meramente humanas. Muitos se esquecem que, durante muitos anos, ele viveu como um simples carpinteiro, que se envolvia no cotidiano de sua pequena cidade. Uma atitude tão singela e, ao mesmo tempo, tão altruísta como a que ele tomou às margens do Tiberíades depois de ressuscitado, então, não será frequentemente mencionada em sermões dominicais. Mas o que foi que ele fez? Ele cozinhou para os discípulos. Isso mesmo! Não precisa fazer cara de espanto. Veja só:

"Disse Pedro a eles: 'Vou pescar!' E disseram a ele: 'Nós também vamos com você.' Foram e subiram no barco e, naquela noite, não pegaram nada. E quando era já de manhãzinha, Jesus se colocou na praia. Contudo, os discípulos não sabiam que era Jesus.
...
Então, quando desembarcaram em terra, viram um braseiro armado, peixe colocado sobre ele, e pão. Jesus disse a eles: 'Tragam dos peixes que vocês pescaram agora.'
...
Jesus disse a eles: 'Venham! Comam!'"
João 21:3-4;9-10;12

Não sei que receita o Mestre seguiu, mas imagino que o peixe assado tenha ficado muito saboroso. Além do mais, deve ter sido bem oportuno para os que chegaram à praia e encontraram comida pronta. Simples demais para o Salvador que há pouco havia morrido pela humanidade... É verdade. Mas ele se fez pequeno para servir, lembra? E com essa simplicidade ele mostra uma maneira de amar por ação, por um gesto, e não somente por palavras.

Convido você a fazer algo semelhante ao que Jesus fez! Um churrasco de peixe? Não necessariamente. Tentei uma vez, mas ficou ressecado. Acho que faltou embrulhar com papel alumínio ou folha de bananeira. Façamos o seguinte: vamos considerar que o Peixe à moda do Nazareno pode ser qualquer prato (com peixe, se possível) preparado com intenção semelhante. Então, primeiramente, escolha os discípulos dele que você vai surpreender. Pode ser sua esposa, seu marido, filhos, amigos da igreja, do trabalho etc... Depois, escolha uma receita prática que tenha peixe. Vou sugerir a mais simples das receitas, para ser acessível até aos mais inexperientes nas coisas da cozinha. Anote aí:

Tagliarini com molho de Atum à moda do Saboroso Saber 

1 Lata de Atum Sólido ao natural
1 Cebola pequena
1 Lata de extrato de tomate (se for experiente, substitua parte dessa lata por tomates italianos maduros sem pele e sementes)
10 Azeitonas (Azapa) picadas
1 tantinho generoso de parmesão ralado (Não compre os pacotinhos, pois não são queijo puro. Compre um pedaço e rale na mão mesmo. Se for muito inexperiente ou preguiçoso, procure os potinhos com parmesão recentemente ralado nos bons supermercados)
Azeite Extra-Virgem
Molho de pimenta
8 folhas de manjericão fresco
Orégano seco
250 gramas de Tagliarini (massa tipo caseira, por favor!)

Cozinhe a massa com o tempo ensinado pelo fabricante na embalagem (as pessoas costumam cozinhar demais).
Enquanto isso, refogue rapidamente a cebola picada no azeite (se for usar tomate, acrescente-o em seguida e espere até começar a se desmanchar, mexendo devagar). Logo, coloque toda a lata de atum. Mexa um pouco. Pegue duas ou três colheres da água que está fervendo com o macarrão e ponha no molho. Mexa mais. Acescente as azeitonas e o extrato de tomate. Mexa enquanto volta a ferver. Acrescente o manjericão fresco. Desligue o fogo e tampe. Coloque a massa no prato (isso mesmo, você vai servir o/a convidado/a) e acrescente o molho por cima, sem mexer tudo. Despeje um tantinho do parmesão. Acrescente uma pitada de orégano seco esfregando-o com as pontas dos dedos (para ativar o aroma). Regue com um fio do azeite! Pronto! Se quiser sirva junto uma salada de folhas (sugiro rúcula ou agrião, por terem sabor mais marcante).

Faça algo como Jesus: Prepare essa massa, convide alguém, compartilhe! Depois, me conte como foi!

Um abraço!
C.

P.S.: Essa receita de macarrão é de minha autoria e tem o objetivo de ser prática ao extremo. Se você quiser mesmo investir mais tempo em um peixe assado, aqui vai uma receita interessante: Salmão na Brasa (Cozinha Travessa). Já fiz bem parecido no forno e ficou muito gostoso!

sábado, 23 de abril de 2011

Novas notícias sobre padres


Igreja Católica com inusitada dupla fachada em São Leopoldo, RS.

Euríalo, o congadeiro mais erudito que esse mundo já conheceu, quando me encontra, sempre é simpático. Se demoramos uns minutos na conversa, porém, logo se lembra de meu posicionamento religioso e brinca:
- Você está estudando para combater o Santo Padre! É da oposição!
Então, em tom de brincadeira, respondo:
- Não, não estou me preocupando em combater nada não, porque os próprios padres já estão fazendo besteiras eles mesmos.
Daí, é o próprio Euríalo que menciona algum episódio triste noticiado na TV sobre padres pegos em atos de pedofilia ou dirigindo bêbados.

Esses fatos tristes de que nos lembramos são realmente repugnantes. O Euríalo parece se entristecer de ver pessoas cometendo essas perversidades dentro de sua igreja. Eu, por minha vez, me entristeço por pensar que alguém que um dia decidiu servir ao próximo o ameaça de forma tão grotesca.
- Esses padres... - Diz Euríalo pensativo.

Mas outros padres fazem ainda mais coisas que esses. E são coisas boas, dignas de menção, embora não passem pelos critérios de noticiabilidade de nossa mídia. Um exemplo mais publicamente reconhecível seria o de Doroty Stang, que só se fez reconhecer pelos donos das câmeras quando protagonizou como vítima uma cena do tipo que gostam de mostrar. Mas quero apresentar outros exemplos, mais próximos de mim, mais meus.

Foi em Julho 2010, durante o congresso da SOTER - Sociedade Brasileira de Teologia e Ciências da Religião, na PUC-Minas. Três padres me surpreenderam. O primeiro foi Dom Antônio Celso Queiroz. Ele leu trechos de um documento assinado após a segunda guerra (quando se revelou de modo inegável o massacre nazista) por diversas igrejas evangélicas alemãs. No documento, as igrejas pediam perdão e diziam que, se tivessem sido mais fervorosas em sua fé, teriam combatido o regime. Então, Dom Antônio disse com voz triste: "Infelizmente, a Igreja Católica [Romana] não assinou o documento.". Sua humildade me surpreendeu fortemente.

Já no segundo dia do congresso, quem me chamou a atenção foi o padre e professor Leonardo Agostini. Antes de entrarmos para a sala em que se reunia o GT sobre "A Bíblia e suas leituras", conversamos um pouco sobre o campus da PUC, sobre generalidades das cidades grandes etc. Pessoa simples, comum. Mas, logo no início de sua apresentação, surpreendeu a todos com um comentário que observava que nenhuma oração havia sido feita desde o início do evento. Convidou-nos, então, a ler em oração o Salmo que ele comentaria (Salmo 42, com tradução pessoal sua). Acho que pela primeira vez entendi o que se entende por leitura orante da Bíblia. Graças ao padre Agostini. Vamos, pois, à terceira surpresa.  

Durante a aprentação do referido padre, entrou na sala o padre jesuíta Johan Konings e se assentou perto de mim. A apresentação seguinte seria a minha. Mas o professor Valmor da Silva, coordenador da mesa, comentou antes: "E olha que honra, Leonardo, o padre Konings entrou na sala durante sua apresentação!" Ao que Leonardo disse: "É... eu tremi um pouco, mas aguentei firme." (Explicação para os que não reconhecem o nome: padre Konings, professor da FAJE, é um dos mais respeitados biblistas da Igreja Católica Romana na América Latina. Sempre é convocado quando o assunto é tradução da Bíblia e algo do tipo.) Bom, imaginem só minha situação. Eu tinha que dirigir-me à mesa com esse sujeito lá desde o começo. Fui, claro. Enquanto lia meu texto, a surpresa. Padre Konings se levantou e se dirigiu à porta. Pensei: "Não gostou, já vai embora...". Não, ele não foi embora. Fechou a porta porque vinha ruído lá de fora. Voltou e se sentou onde estava antes. Escutou até o fim e, quando voltei a posicionar-me perto dele, perguntou sobre a instituição em que eu estudava e, simpático, disse que deveríamos nos encontrar em breve, pois conhecia meu orientador e estava preparando um evento com ele. O evento não aconteceu ainda. Não nos encontramos de novo. Mas seu simples gesto de fechar a porta e atentar para palavras de tão reles estudante me impressionou muito.

Essas atitudes não foram noticiadas, nem poderiam ser, já que são pequenas, simples, desprezíveis segundo o mundo do espetáculo em que vivemos. Mas, sem dúvida, foram notadas por alguns. E, para mim, foram três testemunhos de humildade e sabedoria vindos de três padres que honraram suas escolhas.

Abraços fraternais a padres como esses, dos quais discordo em questões pontuais, mas que respeito profundamente, por sua integridade e sincera devoção ao Eterno.

P.S. Tenho que comentar isso com o Euríalo.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Contei a um evangélico que professo o Credo Apostólico

Pães-de-queijo da Berenice

- Credo! - Disse Seu Moço, entre o segundo e o terceiro pão de queijo, quando lhe contei que todos os domingos professava o Credo Apostólico na igreja.
- Sim, qual o problema?
- Uai, isso é coisa de católico! Esse negócio de ficar repetindo a mesma prece...
- Mas o Credo não é prece, não é oração. - E continuei, antes que ele desentendesse ainda mais - Você acredita que há um só Deus, criador de tudo?
- Sim, claro.
- Você acredita em Jesus Cristo, que é seu Senhor?
- Claro.
- E que ele foi concebido pelo Espírito Santo? E que nasceu da Maria quando ela era virgem?
- Sem dúvida, não sou herege!
E assim segui com as perguntas, enquanto ele respondia afirmativamente. Por fim, depois de revisar todo o Credo, eu disse:
- E você acha certo afirmar essa sua fé publicamente? Acha bom que os cristãos deixem claro no que creem, para que os outros saibam e para que eles mesmos relembrem os fundamentos de sua fé?
- É... acho que sim.
- Então, o Credo é isso. Não oramos quando o afirmamos, mas declaramos no que cremos.
- Ah, mas...
- Só não professamos o Credo Apostólico quando o substituimos em algumas reuniões pelo Niceno ou Atanasiano.
- Nice... quê? Credo!

***

Uma dica de mineiro

Bem, já que mencionei os pães de queijo, vou dar uma dica de bom mineiro. Acontece que os pães de queijo que como por aí não têm quase nada de queijo. É como fazer uma muqueca capixaba sem peixe ou um churrasco gaúcho sem carne. Sem sentido? Mas é o que fazem. Uma boa receita de pão de queijo deve ter pelo menos 600 gramas de queijo (de preferência queijo Canastra curado, por seu sabor mais acentuado) para um quilo de Polvilho. Além disso, se houver ovos caipiras disponíveis, a cor fica bem melhor. Fica mais caro quando feito assim, mas, sem dúvida, fica como deve ser!

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Se é pra começar, que seja com música

Começo um blog meio atordoado e, na esperança de encontrar um ritmo, recorro à música. Interesso-me, como você deverá perceber se continuar nessa conversa, pelo canto coral. Então, escolhi uma música que ouvi hoje para inaugurar este espaço.


Tenho ouvido muitos corais da igreja anglicana. Esse da Saint Paul's Cathedral, em Londres, é extraordinário! Como é um coral masculino, os garotos mais novos se ocupam das vozes mais agudas. O resultado é de cair o queixo.

Algo sobre o salmo... É. Tenho dificuldades para com os Salmos. O primeiro problema que encontro é nas leituras públicas que deles fazemos. Acho que perdemos toda a intensidade de sua poética. Um lamento soa da mesma forma que um canto de júbilo, por vezes. No caso do 121, deixando a questão da adequação da leitura de lado, identifico-me com o cantor hebreu, que olha para lugares sagrados de outras culturas e procura sua referência na pergunta inicial, para logo depois confessar sua confiança no Eterno. Como ele, me vejo aturdido pelas muitas vozes que atravessam pelos caminhos da vida, mas, também como ele, insisto em crer e esperar.

Abraço,
C.